sexta-feira, 10 de julho de 2009

LIGAÇÃO ENTRE A URBANIZAÇÃO E A ROTUNDA CIDADE DESPORTIVA

Em multiplas ocasiões escrevemos sobre a problemática da ligação viária entre a Urbanização e a Rotunda existente a sul da mesma, que temos vindo a designar de Rotunda Cidade Desportiva.
A maior parte das intervenções escritas a que atrás nos referimos assumiram a forma de memorandos e cartas endereçadas quer à Junta de Freguesia de Monte Abraão quer à Camara Municipal de Sintra. Nem os memorandos nem as cartas tiveram qualquer tipo de resposta dos executivos autárquicos em causa.
A questão foi recentemente reavivada pela Junta de Freguesia de Monte Abraão ao colocar no seu placard existente na Praceta Carlos Capitulo uma planta da obra projectada em data que não se consegue perceber.
Perante este facto, e os antecedentes do problema, a Associação dirigiu, no dia 25 de Abril de 2009, à Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, com conhecimento ao Senhor Vereador Luis Duque, responsável da Camara Municipal de Sintra que tutela o Departamento de Obras Municipais, a seguinte carta:
"Há algumas semanas foi afixado no placard da Junta de Freguesia de Monte Abraão na Urbanização Cidade Desportiva um documento do Departamento de Obras Municipais da Câmara Municipal de Sintra intitulado “OBRAS DO D.O.M. DA C.M.S. – Reordenamento do estacionamento da Urbanização Cidade Desportiva – Abertura da ligação da Cidade Desportiva à nova Rotunda” .

A planta de obra em causa parece perspectivar a realização de uma obra com três vertentes:
- realização de cortes nas placas e rotundas (espaços verdes) existentes no interior da urbanização;
- criação de novas zonas de estacionamento no exterior da urbanização;
- ligação entre os arruamentos da Urbanização e a Rotunda construída a sul da mesma.

Por outro lado a planta em apreço não contém qualquer indicação visível sobre a data de elaboração e não permite tirar qualquer ilação quer sobre a respectiva actualidade quer no que se refere ao facto de constituir ou não uma intenção de obra já aprovada e programada.

Como é do conhecimento de V.Exª a problemática em causa tem constituído uma preocupação constante da Associação de Moradores e dos moradores da Urbanização Cidade Desportiva.

Sobre a questão do estacionamento na Urbanização Cidade Desportiva a Associação de Moradores já teve várias vezes a oportunidade de apresentar propostas concretas sobre a matéria. Por um lado, o alargamento e consolidação do parque de estacionamento existente a sul da urbanização; por outro lado, o reforço da iluminação de todos os parques de estacionamento existentes a norte e a sul da urbanização. Estas duas intervenções têm por base o entendimento de que o problema de estacionamento na urbanização passa necessariamente pelo aproveitamento do espaço de enquadramento e protecção da urbanização e não pelo aproveitamento do espaço interior da urbanização (solução que obrigaria a uma redução drástica dos espaços verdes e a sobrecarregar ainda mais o interior da urbanização com viaturas).

No que se refere à questão da ligação viária entre a urbanização e a rotunda não podemos deixar de recordar o facto de se tratar de matéria abordada em reunião realizada no dia 6 de Junho de 2007, entre esta Associação e o Senhor Vereador Luís Duque, que contou com a participação de V.Exª, e posteriormente objecto de correspondência específica, e que na reunião em causa parecem ter sido consensualmente reconhecidas as vantagens associadas a uma ligação garantida através de uma via simples de sentido único urbanização-rotunda.

Neste quadro de referência não podemos deixar de estranhar a afixação da planta acima referenciada no placard da Junta de Freguesia de Monte Abraão e expressar o desejo de que esta matéria seja objecto de esclarecimento adequado.

Certos da boa compreensão de V.Exª relativamente a esta carta, agradecemos antecipadamente qualquer informação que se dignar mandar prestar e apresentamos os melhores cumprimentos."
CONTINUAMOS A AGUARDAR AS INFORMAÇÕES E ESCLARECIMENTOS SOLICITADOS ESPERANDO QUE OS MESMOS ESTEJAM EM CONFORMIDADE COM A SOLUÇÃO CONSENSUALMENTE RECONHECIDA COMO MAIS ADEQUADA NA REUNIÃO DE 6 DE JUNHO DE 2007...

domingo, 5 de julho de 2009

O GESTO E A PALAVRA

Na tradição popular um gesto vale mil palavras ao mesmo tempo que se reforça a desvalorização da palavra afirmando que palavras leva-as o vento.
Há poucos dias tivemos a confirmação da valia e actualidade dos ditos populares (ditos que curiosamente são expressões orais e logo palavras...): um gesto impensado e impensável sobrepôs-se a tudo o que foi dito na Assembleia da República e levou à demissão de um Ministro.
Também curiosamente, há alguns anos, recordaram alguns cronistas da nossa praça, um outro ministro também se demitiu (ou foi demitido?) mas por palavras impensáveis e impensadas.
Quer num quer noutro caso tratava-se de amadores, técnicos altamente qualificados que se tinham disponibilizado para desempenhar cargos politicos. Os politicos, aqueles que tornaram a actividade politica em profissão, não escorregam em gestos e fazem da palavra o condimento das refeições que pretendem oferecer (os ingredientes principais ficam sempre reservados para quando a refeição está em vias de conclusão ou pronta para ser consumida).
Desde há cerca de vinte anos, primeiro a ex-Comissão de Moradores e desde 2005 a Associação de Moradores da Urbanização Cidade Desportiva, habituaram-se a não utilizar o gesto, porque além de impróprio é inadequado, ineficaz e lhe falta a clareza necessária a um relacionamento franco, digno e transparente com o poder autárquico e com os demais agentes económicos, sociais e culturais com intervenção no território da freguesia de Monte Abraão, antes freguesia de Queluz, e do concelho de Sintra, e desenvolveram o hábito de escrever, escrever sempre e cada vez mais, apresentando e justificando as necessidades e anseios da população residente na Urbanização Cidade Desportiva, em particular dos sócios da Associação de Moradores, assim como apresentando e fundamentando propostas de solução para os problemas e dificuldades existentes.
Trata-se obviamente de valorizar a palavra na sua forma mais perene, a palavra escrita (em papel e não na areia...) sem no entanto menosprezar a palavra oral cuja relevância e importância é indesmentível e inquestionável, designadamente quando associada a processos de dialogo e colaboração institucionais.
Isto porque infelizmente somos obrigados a reconhecer, e a sublinhar, que uma decisão/orientação louvável - a necessidade de desenvolver e consolidar práticas de desmaterialização dos actos administrativos - se tornou mais um factor de incerteza e de mau relacionamento entre os serviços públicos e as empresas e os respectivos utentes e clientes. Caixas de correio cheias, pedidos de recibo de mensagens não satisfeitos, inexistência de comprovativos de envio de mensagens, impossivel traçabilidade do percurso das mensagens, inimputabilidade de responsabilidades (os destinatários das mensagens são genericamente designados como "geral" e as mensagens são sempre "lidas" por intermediários), etc. Como é óbvio estamos a falar do correio electrónico (que alguns ainda designam como Email), elemento central, mas não único, do processo de desmaterialização atrás referido.
É neste contexto que temos vindo a desenvolver a prática de escrever, escrever sempre e cada vez mais. E sempre que possível em papel. Por mais que isso nos custe.
Lamentavelmente nem assim obtemos resultados. Por mais rigidos e precisos que sejam os procedimentos administrativos os serviços públicos e as empresas já nos habituaram a não responder às cartas que lhes enviamos.
Com rarissimas excepções as cartas que temos escrito quer à Junta de Freguesia de Monte Abraão quer à Câmara Municipal de Sintra não têm no geral qualquer resposta. Nem sequer uma simples resposta acusando a recepção das mesmas.
Perante esta situação a Associação de Moradores vai passar a publicitar neste blog todas as cartas dirigidas a entidades oficiais como forma privilegiada de divulgação das acções promovidas pela Associação no sentido de denunciar práticas e acções injustificadas e inaceitáveis, e de informar e propor intervenções a favor da melhoria das infra-estrutras colectivas da urbanização e da qualidade de vida da população nela residente.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

BARBAROS, SELVAGENS, ...


Há poucos dias os jornais regionais publicitaram o facto de a Camara Municipal de Sintra ter aprovado no dia 13 de Maio de 2009 uma decisão que permite a celebração de protocolos de cooperação entre o Municipio e várias entidades, entre as quais se integra a Associação de Moradores da Urbanização Cidade Desportiva, para desmatação e conservação/manutenção de espaços ajardinados.
A Associação de Moradores foi solicitada a prestar informações sobre esta questão pela CIDADANIA QUELUZ tendo respondido a esta o seguinte:

"1) A Associação de Moradores da Urbanização Cidade Desportiva foi constituida por escritura notarial de 7 de Dezembro de 2004 e as despesas legais de constituição da Associação no valor de 597,44 Euros foram comparticipadas pela Junta de Freguesia de Monta Abraão através de um apoio financeiro de 455,94 Euros.
Na sequência da constituição da Associação, e em várias oportunidades, foi solicitado à Camara Municipal de Sintra e à Junta de Freguesia de Monta Abrãao a atribuição de um apoio financeiro para instalação e arranque da Associação mas nenhum desses pedidos foi satisfeito. Ou seja: desde a data de constituição da Associação e até esta data a Associação apenas foi beneficiária do apoio atrás referido.

2) Sobre a questão do apoio e da sua periodicidade convém antes de mais esclarecer que o assunto em apreço se insere no quadro de um protocolo de cooperação para a desmatação e conservação/manutenção de espaços públicos ajardinados, espaços que a não existir este protocolo seriam obrigatoriamente intervencionados pelo poder autárquico local (Camara Municipal ou Junta de Freguesia), e que, consequentemente se trata de uma prestação de serviços à Câmara Muncipal de Sintra por esta pagos através de uma comparticipação financeira. Neste contexo não podemos nem devemos falar em apoio.
A comparticipação financeira em causa, a receber pela Associação de Moradores da Urbanização Cidade Desportiva, eleva-se a 3.488,48 Euros e corresponde ao ano de 2009.

3) A área a que o protocolo em causa respeita encontra-se localizada entre a Urbanização Cidade Desportiva e a CREL e corresponde a uma área onde a Associação de Moradores concretizou a criação de um espaço ajardinado e onde se pretende implementar um espaço de recreio e lazer integrando não só o espaço ajardinado já referido mas também um parque infantil (com processo em curso na Camara Municipal de Sintra), uma zona de jogos tradicionais e um espaço para exercicio fisico dos mais idosos, e em cuja proximidade se gostaria - foram já apresentados vários pedidos e propostas à Camara e à Junta de Freguesia sem qualquer resultado - também que fosse construido um campo de jogos polivalente (aspiração e promessa, conjuntamente com o parque infantil, com mais de 20 anos).
O espaço ajardinado foi construido. como já se disse, pela Associação, e apenas beneficiou de um apoio material pontual da DIL3 da Camara Municipal de Sintra que forneceu areão para os caminhos e 4 bancos e cooperou com a Associação na desmatação e limpeza do espaço em causa.
Mais do que descrever o espaço ajardinado afigura-se mais elucidativo vê-lo. Assim enviamos em anexo algumas fotografias do local e convidamos V.Exª a visitar o espaço em causa."

A Cidadania Queluz divulgou uma parte da n/ resposta e algumas das fotografias remetidas pela Associação.

Os comentários à noticia não tardaram e o mais longo e pormenorizado apenas tem como alvo o protocolo da Câmara Municipal com a Associação de Moradores da Urbanização Cidade Desportiva.

A Associação de Moradores está habituada a ser intempestiva e irracionalmente atacada.


A Associação tem no entanto um principio inabalável. Nunca contestará publicamente as posições, ainda que delas discorde, dos orgãos autarquicos legitimamanete eleitos ou dos seus membros ainda que assumidas a titulo pessoal.
Poderá expressar discordâncias e dúvidas mas nunca entrará em discussões públicas nem quando, como já aconteceu, formos julgados publicamente sem provas e sem razão ou quando nos chamarem selvagens e barbaros.
Não abdicamos porém, nunca adbicaremos, de esclarecer os factos e acontecimentos quando todos os dados o permitirem.

Dito isto falemos de coisas concretas:
1. A Associação de Moradores nunca quis e nunca quererá substituir-se ao poder autárquico nas suas responsabilidades em relação ao espaços públicos em geral e aos espaços ajardinados em particular;
2. A intervenção da Associação tem apenas sido realizada relativamente ao chamado espaço de protecção e enquadramento da Urbanização, espaço de "ninguém" - só recentemente parece ter sido iniciado o processo de regularização da propriedade destes espaços pela Câmara Municipal de Sintra - relativamente ao qual nunca houve qualquer tentativa de intervenção dos executivos camarário ou da freguesia (primeiro Queluz e depois Monte Abraão);
3. A intervenção da Junta de Freguesia tem incidido em "poucas centenas de metros quadrados de espaços verdes ali existentes", como muito bem salienta um dos comentadores da noticia publicada na Cidadadia Queluz(esquecedendo porém de referir que tais espaços verdes se situam no interior da Urbanização) mas nem a Junta de Freguesia nem a Câmara Municipal alguma vez manifestaram a intenção de intervir nos milhares de metros quadrados que integram o espaço de protecção e enquadramento da Urbanização (apenas houve um projecto de intervenção no espaço situado entre a CREL e a Urbanização, projecto da responsabilidade da Câmara que não chegou a ser concretizado;
4. O protocolo em causa abrange apenas uma parte do espaço situado entre a CREL e a Urbanização onde a Associação, com os seus escassos meios e mediante a incorporação de centenas de horas de trabalho, tranformou um espaço de mato e de lixo num espaço ajardinado;
5. Lamentavelmente não são só pessoas desconhecedoras do trabalho que tem vindo a ser feito, naturalmente com imperfeições e insuficiências, que pretendem destruir e pôr em causa o trabalho da Associação. Como já tivemos várias vezes oportunidade de referir existem moradores na Urbanização que preferem destruir a construir, que preferem actuar pela calada e no escuro em vez de assumir publicamente as suas discordâncias;
6. Anteriormente já tivemos provas suficientes de atitudes desse tipo: destruição de flores e árvores; corte de uma tubagem de rega; roubo de material de rega e deterioração de um viveiro de plantas onde foram criadas e desenvolvidas muitas das centenas de árvores, arbustos e flores que temos vindo a plantar na zona de protecção e enquadramento da Urbanização;
7. Na noite de 9 para 10 de Junho fomos uma vez mais vitimas da sanha destruidora de quem não aceita nem parece querer aceitar o bem que se tenta fazer antes prefere destruir tudo, incluindo a boa vontade e o trabalho de quem tem dedicado centenas de horas ao cultivo das plantas e ao embelezamento da "terra de ninguém".Curiosamente estes actos de vandalismo puro têm lugar, como já anteriormente salientámos, em momentos de constestação publica à Associação.


Nesta mensagem juntamos duas fotografias do "trabalho" esta noite realizado no centro de reprodução de plantas da Associação, mais uma vez, por desconhecidos. Sem palavras. Apenas gostariamos que os comentadores que regularmente têm atacado a Associação viessem a público, com o mesmo vigor e clareza que põem nos seus comentários, lamentar e criticar tais atitudes.

ACRESCENTAMOS APENAS, PARA QUE NÃO HAJAM DÚVIDAS, UM PRINCIPIO DESDE SEMPRE EXPRESSO PELA ASSOCIAÇÃO: A PARTIR DO MOMENTO EM QUE HAJA UMA INTERVENÇÃO DO PODER AUTÁRQUICO EM PARTE OU NA TOTALIDADE DO ESPAÇO DE PROTECÇÃO E DE ENQUADRAMENTO DA URBANIZAÇÃO A ASSOCIAÇÃO DEIXARÁ DE TER INTERVENÇÃO NESSE ESPAÇO EXCEPTO SE PARA TAL FOR CONVIDADA PELO PODER AUTÁRQUICO COMPETENTE. MAIS CLARAMENTE: SE A JUNTA OU A CAMARA QUISEREM ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELA LIMPEZA, DESMATAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, VALORIZAÇÃO E GESTÃO/MANUTENÇÃO DO ESPAÇO DE PROTECÇÃO E DE ENQUADRAMENTO DA URBANIZAÇÃO A ASSOCIAÇÃO NÃO TEM, NATURALMENTE, NADA A ÔPOR E AGRADECE.
ATÉ LÁ A ASSOCIAÇÃO VAI FAZENDO O POSSIVEL E O IMPOSSIVEL PARA CUIDAR DO ESPAÇO EM CAUSA NA EXPECTATIVA DE ALGUNS DOS MEIOS FINANCEIROS ARRECADADOS PELA JUNTA DE FREGUESIA NO QUADRO DA REALIZAÇÃO DA FEIRA SEMANAL SEJAM AFECTOS A ESSE OBJECTIVO E NECESSIDADE (DESDE A CRIAÇÃO DA URBANIZAÇÃO NEM A JUNTA DE FREGUESIA NEM A CÂMARA MUNICIPAL GASTARAM UM ESCUDO OU UM EURO NO ESPAÇO EM CAUSA SENDO TODO O TRABALHO AÍ REALIZADO PELOS MORADORES DA URBANIZAÇÃO).

terça-feira, 26 de maio de 2009

RUIDO DA LINHA DE SINTRA

Em 7 de Maio de 2005 a Comissão Instaladora da Associação de Moradores enviou uma carta à REFER sobre a problemática do ruido provocado pela circulação dos comboios na linha de Sintra em que se referia, fundamentalmente:

1. “A proximidade entre a parte sul da zona habitacional (da Urbanização Cidade Desportiva) e a linha de caminho de ferro de Sintra – troço situado entre o viaduto da CREL e a zona da Escola da Guarda Fiscal – provoca significativos incómodos aos habitantes da urbanização face ao nível do ruído originado pelas inúmeras composições ferroviárias que circulam na linha.
Por esse motivo consideramos necessária a instalação de barreiras acústicas junto à urbanização.”
2. “Temos conhecimento que no ano de 2004 a REFER adjudicou várias empreitadas para fornecimento e instalação de painéis de protecção acústica na linha de Sintra.”
3. “Neste contexto solicitamos as seguintes informações:
a) No âmbito das empreitadas acima referidas inclui-se ou não a zona junto à Urbanização Cidade Desportiva?
b) Em caso negativo está ou não prevista a instalação de barreiras acústicas na zona em causa?
c) No caso de já estar adjudicada ou perspectivada a adjudicação da instalação de barreiras acústicas na zona em questão onde irão ser colocados os painéis e qual o tipo de painéis a instalar?"


Após insistência da Associação de Moradores, a REFER informou em Março de 2006 que “é nosso entendimento não ser a REFER responsável pela colocação de quaisquer medidas de redução do ruído gerado pela circulação ferroviária e que o promotor da Urbanização Cidade Desportiva, no quadro da autorização concedida pela Câmara Municipal de Sintra, deverá avaliar os requisitos a que está legalmente obrigado, daí assacar as suas responsabilidades nesta matéria e implementar a medidas de projecto adequadas a obviar as consequenciais extremamente negativas de promover a construção de edifícios de habitação junto à linha ferroviária existente” .


Perante a posição expressa pela REFER a Associação de Moradores solicitou, várias vezes, à Camara Municipal de Sintra, o esclarecimento e a intervenção adequadas.


Perante a inexistência de qualquer posição ou resposta da Câmara Municipal de Sintra a Associação dirigiu ao Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, através de carta dirigida à Agência Portuguesa do Ambiente, posteriormente reencaminhada por esta para a Inspeção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT), um pedido de intervenção sobre o assunto.


Em Fevereiro do corrente ano a IGAOT endereçou a reclamação da Associação à REFER.


A resposta da REFER, datada de 16 de Março passado, foi remetida recentemente à Associação pela IGAOT e contem as seguintes informações fundamentais:



  • O mapa Estratégico do Ruído da Linha de Sintra está concluido e aprovado pela Agência Portuguesa do Ambiente;


  • A consulta do Mapa de Ruído permite verificar que o local em apreço (Urbanização Cidade Desportiva) se encontra no limiar do cumprimento dos limites estabelecidos no Regulamento Geral do Ruído... porquanto apenas subsiste ultrapassagem para o indicador de ruído nocturno por margem inferior a 3dB(A) na fachada mais exposta do empreendimento;


  • Neste contexto, PREVEMOS FICAR CONCLUIDA ATÉ AO FINAL DO CORRENTE ANO A IMPLEMENTAÇÃO DE MEDIDAS DE REDUÇÃO DE RUÍDO QUE PERMITIRÃO QUE O LOCAL FIQUE ACUSTICAMENTE PROTEGIDO DA INFLUÊNCIA DO RUÍDO PROVOCADO PELA CIRCULAÇÃO FERROVIÁRIA.

Assim e sumariamente após 4 (quatro) anos de pedidos e insistências, após a desresponsabilização inicial da REFER e o desinteresse claro e sistemático da Câmara Municipal de Sintra, vemos devidamente reconhecida a razão dos moradores da Urbanização e os argumentos apresentados pela Associação de Moradores. Ou seja:A REFER VAI ATÉ AO FIM DO ANO DE 2009 IMPLEMENTAR MEDIDAS DE REDUÇÃO DO RUIDO PROVOCADO PELA CIRCULAÇÃO FERROVIÁRIA QUE AFECTA OS MORADORES NOS PRÉDIOS A SUL DA URBANIZAÇÃO.


ORGÃOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO PARA 2009-2011

No dia 29 de Março decorreu entre as 13.00 horas e as 18.00 horas a Assembleia Geral para eleição dos orgãos sociais da Associação de Moradores para o triénio 2009-2011.
O acto eleitoral decorreu com a normalidade esperada mas com acentuado alheamento dos associados que, por um lado, não regularizaram em tempo oportuno o pagamento das suas quotas - condição necessária para integrarem o caderno eleitoral e votarem - e, por outro lado, ocorreram em número relativamente modesto à Assembleia Geral: dos cerca de 270 associados apenas 96 reuniram as condições para integrarem o caderno eleitoral e destes apenas 57 participaram no acto eleitoral.
Foi eleita, com a totalidade dos votos expressos, a única lista candidata, proposta pela anterior direcção.
A lista eleita, tem na Direcção os associados Manuel Joaquim Rosário Rosa (Presidente), Jorge Manuel Coutinho Frazão (Vice-Presidente), Manuel Francisco Rações Santos (Tesoureiro) e José Alexandre Vieira Agrela e Diamantino dos Remédios (1.º e 2.º vogal, respectivamente), como Presidente da Mesa da Assembleia Geral a associada Eugénia Maria Diogo dos Reis e como Presidente do Conselho Fiscal o associado David Victor Jackson.
O Programa Eleitoral encontra-se desenvolvido sob o lema "UMA URBANIZAÇÃO MELHOR, MAIS SEGURA E HUMANA" e constitui um elemento de referência central para a actuação da Direcção eleita pois integra não só os pressupostos e principios orientadores para a acção mas também um extenso e pormenorizado programa de acção.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

ELEIÇÃO DOS ORGÃOS SOCIAIS PARA 2009-2011: CADERNO ELEITORAL

No dia 29 de Março vai realizar-se, conforme já foi oportunamente anunciado, a Assembleia Geral para eleição dos Orgãos Sociais da Associação para o período 2009-2011.

Em conformidade com o Calendário Eleitoral fixado, e já anteriormente divulgado, foi ontem, 27 de Fevereiro, afixado no placard da Associação o Caderno Eleitoral.

Do Caderno Eleitoral apenas constam os associados que no dia 25 de Fevereiro tinham todas as quotas pagas até ao mês de Dezembro de 2008.

Apenas os associados constantes do Caderno Eleitoral poderão votar no dia 29 de Março próximo.

As reclamações relativas ao Caderno Eleitoral deverão ser apresentadas à Presidente da Mesa da Assembleia Geral até ao dia 24 de Março em conformidade com o disposto no n.º 6 do artigo 10.º do Regulamento Interno da Associação.

RELATÓRIO E CONTAS DE 2008

No próximo dia 15 de Março vai realizar-se uma Assembleia Geral da Associação de Moradores com a seguinte Ordem de Trabalhos:
  • RELATÓRIO DE ACTIVIDADES E CONTAS DE 2008
  • OUTROS ASSUNTOS

A Assembleia terá lugar, como habitualmente, no pavilhão da Associação, no Parque de Estacionamento Norte da Urbanização, a partir das 16.00 horas, ou 30 minutos mais tarde se à hora marcada não estiverem presentes metade dos associados.

Na Assembleia apenas serão apreciados, em conformidade com a Ordem de Trabalhos acima publicada, a Conta de Gerência e o Relatório de Actividades relativos a 2008.

O Orçamento e o Plano de Actividades para 2009 serão oportunamente apresentados para análise e votação em Assembleia Geral a agendar pelos orgãos sociais a eleger no dia 29 de Março de 2009.