segunda-feira, 25 de abril de 2011

VIVA O 25 DE ABRIL


O 25 de Abril de 1974 continua a ser uma referência histórica incontornável para as gerações de portugueses nascidos no Século XX. Esperamos que o seja também para os nascidos no Século XXI.
Com o 25 de Abril veio a democracia e a liberdade, veio o desenvolvimento e a universalidade do sistema de saude e do sistema educativo, veio a melhoria do sistema de protecção e segurança social. Veio o reforço do poder autárquico. Vieram tantas e tão boas coisas.
Infelizmente não soubemos criar as condições necessárias para garantir um desenvolvimento económico sustentável fundado numa reestruturação do tecido económico capaz de responder ás nossas necessidades e embarcámos em aventuras especulativas e consumistas desmedidas e injustificadas e injustificáveis quer do ponto de vista económico e financeiro quer do ponto de vista social.
Mas sobretudo esquecemos os valores e a etica. O individualismo, a ausência de respeito e consideração pelo próximo, a falta de solidariedade e o desprezo pelas práticas de colaboração de proximidade (i.a. em relação ao familiar e ao vizinho), a falta de estima pelos bens colectivos, o apoucamento e o desprezo por aqueles que pensam ou actuam em conformidade com principios e valores respeitadores do bem comum, são, desgraçadamente, dominantes neste inicio do Seculo XXI.
A Urbanização Cidade Desportiva não é uma ilha isolada.
Como já várias vezes tivemos oportunidade de salientar a Associação de Moradores tem feito um grande esforço no sentido de garantir o envolvimento e a responsabilização dos proprietários e moradores na qualificação e valorização dos espaços comuns mas continuamos a assistir ao alheamento de uma grande parte da população da Urbanização.
Mas sobretudo temos a registar várias práticas de desrespeito pelos bens colectivos, embora sendo de sublinhar a tendência para a diminuição das mesmas.
Tal desrespeito tem tido como alvo não só as infra-estruturas e equipamentos disponibilizados pelo poder autárquico mas também os bens e as obras realizadas pela Associação de Moradores.
São exemplo dessas práticas desrespeitosas, e muitas vezes demonstrativas de uma integração social insuficiente e/ou defeituosa, as seguintes actuações:
  • destruição e roubo de equipamentos de rega instalados pela Associação;
  • vandalização das zonas ajardinadas com arranque de flores, árvores e arbustos;
  • destruição da estufa onde a Associação garantia a reprodução de material vegetativo;
  • danificação e roubo de recipientes para lixo instalados pelos serviços municipais;
  • utilização inadequada dos ecopontos e deposito do lixo fora dos contentores;
  • estacionamento de viaturas em locais proibidos danificando muitas vezes os passeios e dificultando a circulação automóvel.

Para "comemorar" o 25 de Abril de 2011 alguém veio á Urbanização recordar-nos estas práticas anti-sociais: alguns arbustos e arvores adquiridos e plantados pela Associação foram arrancados e destruidos. Alguns dias antes também houve quem estacionasse as viaturas em cima de flores recem plantadas pela Associação.

Apesar destes contratempos a Associação acredita que estas acções são de natureza pontual e não devem nem podem pôr em causa os objectivos e as acções em curso em matéria de qualificação das zonas de enquadramento e protecção da Urbanização.

Assim os proprietários, os moradores e os utentes da Urbanização Cidade Desportiva compreendam que a qualidade da Urbanização não depende apenas do poder autárquico mas também, e nalguns aspectos sobretudo, da participação de todos na salvaguarda e no desenvolvimento das condições existentes na mesma.

VIVA O 25 DE ABRIL.

domingo, 17 de abril de 2011

COMUNICADO

Senhores Associados, Senhores Proprietários, Moradores e Utentes da Urbanização.


Recentemente a Associação de Moradores teve a oportunidade de reunir mais uma vez com o Senhor Vice Presidente da Câmara Municipal de Sintra Vereador Marco Almeida. Nessa reunião foram analisados vários assuntos de interesse para a Urbanização Cidade Desportiva. Entre os assuntos abordados assumem particular importância os seguintes:


1.º Caminho pedonal entre a Urbanização e a Rua Direita de Massamá (entre a Escola e a CREL) Considerando o aumento verificado na utilização deste caminho por parte da população da urbanização, e, em especial, pelos jovens estudantes nela residentes, e sendo necessário acautelar a segurança da generalidade dos utentes, a Câmara Municipal de Sintra comprometeu-se a, durante o corrente ano, proceder às seguintes melhorias: consolidação e revestimento betuminoso do piso; delimitação do caminho através de “vedação” apropriada e instalação de iluminação pública.


2.º Instalações para a Associação de Moradores Em conformidade com um compromisso assumido no final de 2009 o Senhor Vice-Presidente da CMS reafirmou a sua vontade de no final do ano lectivo de 2010-2011 ser cedido à Associação de Moradores um “pré-fabricado” adequado às necessidades da Associação dispor de instalações não só para armazenar os materiais e equipamentos que dispõe mas também para receber os associados e moradores da Urbanização e para realizar reuniões e encontros de informação, sensibilização e formação (a data de final do ano lectivo decorre do facto de se perspectivar a afectação de equipamento que actualmente está a ser utilizado como instalações escolares).


3.º Campo de jogos polivalente e parque infantil Sendo por todos reconhecida a necessidade de a Urbanização Cidade Desportiva dispor de um campo de jogos polivalente e de um parque infantil, a Câmara Municipal de Sintra continua a argumentar com a inexistência de terrenos apropriados para a construção destas infra-estruturas.

Perante esta situação continua-se a tentar chegar a uma conclusão definitiva sobre a titularidade dos terrenos que fazem parte da zona de enquadramento e protecção da urbanização e a tentar encontrar uma solução que permita disponibilizar os terrenos necessários para a construção dos equipamentos em causa.


A perspectiva e quase certeza de a Associação vir a dispor de instalações adequadas e condignas obriga-nos a chamar a atenção dos associados, proprietários e moradores para dois aspectos:

- em primeiro lugar, a necessidade de os associados pagarem as respectivas quotas, pois iremos ter necessidade de adquirir equipamento para montagem de uma “secretaria” e de uma sala de reuniões/formação e será igualmente necessário garantir futuramente o fornecimento de energia eléctrica e de água (lembram-se os dados da conta bancária da Associação de Moradores: Banco- Caixa Geral de Depósitos/Monte Abraão; Conta: 0685004995430;NIB: 003506850000499543052);

- em segundo lugar, a necessidade de os moradores e proprietários da Urbanização aderirem de forma mais acentuada à Associação e colaborarem com a mesma não só pagando as quotas e participando nas assembleias mas também apoiando a Associação no desenvolvimento das suas actividades.


É neste contexto que vimos também solicitar:

a) aos associados, que respondam a um inquérito que vamos realizar para actualizar o nosso ficheiro (há muitos associados que já não residem na Urbanização);

b) aos moradores em geral, e aos associados em particular, que colaborem com a Associação nos trabalhos de limpeza, desmatação e manutenção dos espaços verdes a cargo da Associação (os interessados poderão contactar pessoalmente com a Associação, telefonar para o TLM 912277471 ou enviar um Email para o endereço abaixo indicado).

FAÇA-SE SÓCIO, PAGUE AS QUOTAS (50 CENTIMOS POR MÊS) E COLABORE COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES.

NO SEU INTERESSE. NO NOSSO INTERESSE. APOIE A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES.
Monte Abraão, 16 de Abril de 2011.

sábado, 19 de março de 2011

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA - CONVOCATÓRIA

Ao abrigo do artigo 10.º dos Estatutos, convoca-se a Assembleia Geral desta Associação a reunir em Sessão Ordinária no dia 3 de Abril de 2011, pelas 16.00 Horas, no Pavilhão da Associação de Moradores, no Parque de Estacionamento Norte da Urbanização Cidade Desportiva.

ORDEM DE TRABALHOS
1. Relatório de Actividades e Contas de 2010 ;
2. Orçamento e Plano de Actividades para 2011;
3. Outros assuntos

Monte Abraão, 12 de Março de 2011
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral,

a) Eugénia Maria Diogo dos Reis

Notas:
1. A Assembleia Geral reunirá à hora marcada desde que esteja presente metade do número de associados ou, em segunda convocação, meia hora depois, com qualquer número de associados.
2. Os documentos relativos à Ordem de Trabalhos serão fixados no placard do Pavilhão da Associação e disponibilizados no blog da Associação (http://cidadedesportiva.blogspot.com)

sábado, 11 de dezembro de 2010

FESTAS FELIZES E UM BOM ANO NOVO

Passou mais um ano e a Urbanização Cidade Desportiva apesar das obras realizadas pela Câmara Municipal de Sintra em matéria de circulação, estacionamento e acessos viários continua a debater-se com os problemas que desde há vinte anos constituem a preocupação e o anseio maior dos moradores: um campo de jogos polivalente e um parque infantil.
Para além d
estes dois problemas por resolver surgiu nos últimos anos uma dificuldade adicional que urge resolver igualmente e para o qual a Associação de Moradores tem chamado a atenção do poder autárquico: um número crescente de crianças e jovens da Urbanização frequenta a Escola Stuart de Carvalhais em Massamá e utiliza diariamente o caminho em terra batida e sem iluminação existente entre a CREL e a Escola Miguel Torga. Esta situação exige uma resposta adequada e rápida que só pode passar pela requalificação da área entre a CREL e a Escola e pela beneficiação e consolidação do caminho que liga a Urbanização à Rua Direita de Massamá.
Entretanto, durante o ano que agora termina a Associação continuou a garantir a limpeza e manutenção da área ajardinada entre a CREL e a Urbanização e iniciou a
plantação de flores e arbustos entre a Urbanização e o campo do Real Sport Club.
A Associação precisa cada vez mais do apoio e da colaboração dos moradores da Urbanização em geral e dos seus associados em particular para continuar a desenvolver a sua acção e alargar o âmbito das suas actividades.
Assim queremos aproveitar esta época tradicionalmente festiva, solidária e de esperança para:
 Solicitar aos moradores que se inscrevam como associados e que colaborem com a Associação e com o poder autárquico na valorização e manutenção dos espaços públicos (infelizmente continuam a observar-se situações de não cumprimento da lei em matéria de circulação e estacionamento das viaturas e de destruição dos bens colectivos públicos, em especial dos passeios e dos espaços verdes e ajardinados);
 Pedir aos associados que participem activamente nas actividades da Associação, em particular na limpeza e manutenção dos espaços verdes, e que paguem regularmente as suas quotas (para o caso dos associados que queiram pagar as quotas por transferência bancária aqui vai de novo o NIB da Associação: 0035 0685 00004995430 52).


FESTAS FELIZES E UM BOM ANO NOVO
SÃO OS DESEJOS DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

SEIS ANOS DE EXISTÊNCIA...

No dia 7 de Dezembro a Associação de Moradores da Urbanização Cidade Desportiva perfez 6 anos de existência (a Comissão de Moradores criada em 1989 e que durante mais de 20 anos havia conduzido uma luta constante e dificil pela conclusão das infra-estruturas colectivas da Urbanização e pela instalação dos equipamentos sociais essenciais tinha entretanto encerrado a sua actividade).

Muitos de nós, incluindo fundadores e associados da Associação, deixaram passar em claro a data de criação da Associação por escritura pública lavrada num escritório notarial da cidade de Lisboa.

Foi portanto com agradável suspresa que recebemos do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Vereador Marco Almeida, um cartão de felicitações pelo aniversário da Associação.

Não resistimos a transcrever a mensagem de felicitações em causa:

Porque a vida é como uma caminhada
cada aniversário que se cumpre é como
um passo em frente a saudar!

Novos projectos, novos desafios e uma vida longa,
são os votos que Vos queremos formular!

Associação de Moradores da Urbanização Cidade Desportiva
pela comemoração do seu aniversário.

É sempre bom sermos lembrados e constitui sempre um incentivo que entidades responsáveis como é o caso da Câmara Municipal de Sintra façam votos a uma associação que esta tenha uma vida longa plena de novos projectos e novos desafios.

Projectos não nos faltam e vontade de enfrentar novos, antigos ou renovados desafios é algo sempre presente na actividade da Associação.

Temos porém de reconhecer que aos projectos e à vontade que não nos faltam tem a Câmara Municipal de Sintra respondido de forma insuficiente e muitas vezes de forma pouco empenhada e esclarecida.

Conhecemos as dificuldades passadas e presentes do poder autárquico e sabemos e aceitamos que muitas vezes as prioridades do concelho de Sintra e ou da freguesia de Monte Abraão não coincidem material e temporalmente com as prioridades identificadas pela Associação de Moradores relativamente à Urbanização Cidade Desportiva.

Não podemos porém compreender ou aceitar que a Associação de Moradores seja sistematicamente esquecida pelo poder autárquico apesar das continuas loas a favor dos movimentos civicos e do papel essencial das associações.

Agradecemos sempre a atenção ocasional do poder local mas ficariamos ainda mais agradecidos se a atenção mesmo que não permanente fosse direccionada não só para responder às dúvidas e questões expostas pela Associação mas também para debater, ou, no mínimo, esclarecer a visão autárquica e as prioridades relativamente à Urbanização.

Ficamos a aguardar, com esperança e fé como é próprio da época em que estamos.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

OBRAS NA URBANIZAÇÃO CIDADE DESPORTIVA - UMA AVALIAÇÃO NECESSÁRIA

Ontem, dia 20 de Outubro de 2010, tanto quanto nos foi dado saber, foram dadas por concluidas as obras iniciadas em 10 de Setembro de 2009 no quadro de um projecto elaborado pela Câmara Municipal de Sintra (CMS) designado "Nova acessibilidade, reperfilamento e ordenamento e segurança rodoviária na Urbanização Cidade Desportiva". A conclusão em causa correspondeu à finalização dos trabalhos de instalação dos novos espaços verdes.


Julgamos útil e necessário proceder a uma avaliação da obra em causa face às incompreensões e mal entendidos que desde o primeiro momento estiveram associados à mesma.


Em primeiro lugar o método.


O Departamento de Obras Municipais (DOM)da CMS em data que continuamos a desconhecer elaborou o projecto atrás referido. Em Abril de 2009 a Junta de Freguesia de Monte Abraão divulgou o mapa do projecto em causa através da respectiva afixação no placard da Junta existente na Urbanização Cidade Desportiva e no mesmo mês a Associação pediu quer ao executivo da freguesia quer à Câmara Municipal de Sintra informações sobre o projecto.



A partir da data do inicio das obras - 10 de Setembro de 2009 - a Associação de Moradores intensificou os pedidos de informação sobre a natureza e objectivos da obra sem qualquer resultado.








Face à inexistência de informações sobre as obras em curso a Associação foi sucessiva e crescentemente induzida em erro face ao tipo de intervenções em curso (destruição dos espaços verdes, desmantelamento dos passeios, redução do tamanho das rotundas e das placas centrais, etc) e tendo em consideração não ser visivel qualquer consideração pelas propostas e pedidos há vários anos formulados pela Associação (fim dos obstáculos à circulação pedonal na Praceta Carlos Capitulo, alargamento do parque de estacionamento a sul da urbanização para criação de novos lugares de estacionamento e reforço da respectiva iluminação, ligação entre o arruamento das traseiras junto da CREL e o arruamento central da Urbanização, etc).


As únicas informações que chegavam à Associação através dos moradores na Urbanização eram as relativas à abertura da ligação entre a rotunda a sul da urbanização e a Urbanização Cidade Desportiva (ligação concretizada em Outubro de 2009)


Esta indefinição e ausência de informações por parte do poder autárquico só foi minimizada quando em Abril de 2010 - um ano após a formulação do primeiro pedido de informações e só após a Associação ter invocado a Lei n.º 46/2007, que regula o acesso aos documentos administrativos e a sua reutilização, afirmando que recorreria à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos caso não recebesse as informações solicitadas - a Câmara Municipal de Sintra disponibilizou à Associação uma cópia do projecto e da informação especificando os objectivos do projecto. Afirmamos minimizado porque o mapa do projecto e a informação não respondiam total e claramente a várias questões (questões que apenas iam sendo esclarecidas à medida que as obras iam avançando).


Em segundo lugar os objectivos.


De acordo com a informação prestada pela Câmara Municipal de Sintra em Abril de 2010 o projecto elaborado pelo DOM tinha os seguintes objectivos principais: melhoria das acessibilidades rodoviárias, garantir o acesso à urbanização de veiculos de emergência, redução do defice entre a oferta e a procura de lugares de estacionamento, melhoria da mobilidade pedonal e incremento da segurança rodoviária, garantir a circulação dos transportes públicos na urbanização, redimensionar a largura do espaço de manobra dos veiculos para facilitar o respectivo estacionamento, ligação entre os arruamentos das traseiras dos edificios.


A mesma informação especificava ainda que a fixação dos objectivos tinha tido em consideração: a grande carência de lugares de estacionamento originando uma ocupação abusiva dos espaços destinados à circulação pedonal e as faixas de rodagem, a insegurança rodoviária e pedonal no local, as reivindicações da Junta de Freguesia de Monte Abraão ao considerar como prioritária uma intervenção na urbanização, os alertas da Associação de Moradores sobre a necessidade de intervir no local, a existência de vários pedidos de moradores e as conclusões do Estudo de Tráfego e Ordenamento da Circulação e Estacionamento efectuado para a Freguesia de Monte Abraão.




As obras projectadas e adjudicadas foram realizadas, presume-se que de acordo com os prazos e os valores contratualizados, e a Associação foi acompanhando as mesmas, na medida do possível, e alertando o poder autárquico para erros e omissões que ia identificando. Lembramos por exemplo:


- as dúvidas suscitadas no que se refere à ligação entre a rotunda existente a sul da urbanização e esta (num primeiro momento apenas foi aberta no sentido Urbanização-Rotunda e depois foi aberta nos dois sentidos);


- a incerteza sobre se ia ou não ser feita a ligação entre as traseiras e o arruamento principal;


- o erro cometido no reperfilamento do passeio no topo norte da urbanização;


- a necessidade de ser acautelada a instalação de pilaretes de protecção das zonas de estada e circulação pedonal (trabalho que viria a ser realizado pela Junta de Freguesia de Monte Abraão);

- a urgência em garantir a sinalização horizontal e vertical orientadora da circulação automóvel;


- a conveniência em planear adequadamente a instalação dos contentores do lixo e dos ecopontos matéria ainda por resolver).



Em terceiro lugar os resultados.


Concluidas as obras e realizados vários trabalhos que não era possivel visualizar nos documentos disponibilizados pela Cãmara Municipal de Sintra em Abril do corrente ano é clara e inquestionável a qualificação e valorização da Urbanização Cidade Desportiva. Não restam dúvidas sobre a mais valia acrescentada relativamente a várias vertentes fundamentais:
- em primeiro lugar, no que se refere ao estacionamento e à circulação de viaturas;
- sem segundo lugar, relativamente à circulação pedonal;
- em terceiro lugar, no que concerne às zonas verdes (rotundas e placas);
- em quarto. e finalmente, quanto aos acessos à Urbanização.


Não podemos no entanto deixar de sublinhar alguns aspectos que continuam inexplicavelmente por resolver:
a) na Praceta Manuel Faria está abandonada uma viatura de transporte de mercadorias e a viatura em causa impediu o adequado desenvolvimento e conclusão das obras sem que tenha sido removida (a Associação já alertou a CMS para esta situação sem qualquer resultado até agora);
b) na Praceta Carlos Capitulo foram instalados contentores de lixo em local que impede a adequada visibilidade aos condutores que sobem a Rua Carlos Lopes e aos condutores que circulam na rotunda (também este problema se encontra por resolver apesar das chamadas de atenção da Associação);
c) na informação justificativa do projecto é referida a necessidade de ampliação do parque de estacionamento no topo sul da urbanização e que foram iniciadas diversas diligências no sentido do alargamento do espaço em causa (nenhuma informação sobre esta matéria foi levada ao conhecimento da Associação);
d) embora no topo norte da Urbanização exista um sinal a proibir a entrada de veiculos pesados (acima de 3,5 ton) na Urbanização no topo sul não existe qualquer sinal (esta lacuna já foi comunicada à CMS e apesar de recentemente terem sido colocadas algumas dezenas de sinais de transito verticais o atrás referido continua em falta).


Finalmente e porque se trata de uma matéria que há vários anos constituia factor de conflito entre a Associação e o poder autárquico não podemos deixar de realçar a questão da ligação entre a rotunda existente a sul da urbanização e a Urbanização Cidade Desportiva.
Como a Associação já teve oportunidade de explicar a ligação entre o IC19 à Urbanização Cidade Desportiva não estava previsto no projecto inicial e quando tal hipótese se colocou, em meados dos anos noventa do século passado, a CMS solicitou o parecer dos moradores da Urbanização tendo estes afirmado a sua oposição a tal solução.
A Associação manteve e defendeu essa posição até ao momento em que em finais de 2005 foi construida e aberta uma ligação entre a zona industrial de Massamá/IC19 e o interface de Monte Abraão através de uma via rodoviária paralela ao caminho de ferro.
A partir desse momento a Associação comunicou, numa primeira fase, a sua concordância à abertura da ligação à Urbanização a partir da Rotunda para viaturas oficiais e em situações de emergência (posição comunicada em Abril de 2006 à CMS, à JFMA e a várias entidades oficiais) e, numa segunda fase, a sua concordância à abertura geral da ligação no sentido Urbanização-Rotunda (posição expressa em reunião realizada com a CMS e com a JFMA em Junho de 2007).
A Associação manteve no entanto a sua posição de não concordância da abertura da ligação nos dois sentidos porque temia que o transito oriundo do IC19 em direcção a Monte Abraão passasse a efectuar-se de forma significativa através da Urbanização e as condições de estacionamento e circulação de viaturas no interior da urbanização não davam garantias apropriadas de segurança.
Sobre esta matéria não podemos deixar de transcrever uma parte (parte transcrita na informação datada de Março de 2010 justificativa do projecto acima referido) do Estudo de Tráfego e Ordenamento da Circulação e Estacionamento na freguesia de Monte Abraão (estudo que julgamos ter sido efectuado em 2006/2007 e que apesar das promessas efectuadas não chegou a ser levado ao conhecimento da Associação): "inicialmente a abertura da ligação do bairro era apresentada como negativa por induzir o seu atravessamento pelo tráfego de acesso à freguesia. No entanto a construção da restante rede envolvente ao estádio - com maior apetência para a circulação automóvel - reduz, praticamente a ligação do Bairro Cidade Desportiva aos seus moradores com inegáveis vantagens no período de ponta da tarde".
Quando a ligação directa do IC19 e da zona industrial de Massamá à Urbanização foi plenamente aberta em Outubro de 2009 mantivemos os nossos temores e gostariamos que tal abertura se tivesse operado a titulo experimental após um diálogo com a Associação.
No entanto não houve por parte do poder autárquico qualquer tentativa de diálogo com a Associação e em momento algum foram transmitidas à Associação informações sobre a matéria.

Sem prejuizo do que atrás se refere não temos qualquer problema em reconhecer que a manutenção dos nossos temores a partir da abertura da via de ligação entre o interface de Monte Abraão e a zona industrial de Massamá em Setembro de 2005 eram totalmente injustificados como se veio a provar após a abertura operada em Outubro de 2009.

Finalmente, e embora mantendo algumas reservas sobre a necessidade de resolver os problemas de estacionamento e circulação na Urbanização através da realização de obras com a profundidade e dimensão projectadas e concretizadas, não podemos deixar de reconhecer a qualidade dos principais trabalhos efectuados e o facto de a Urbanização Cidade Desportiva ter passado a reunir condições raras, na freguesia e certamente no concelho, relativamente a vários vectores urbanisticos objecto de intervenção.

sábado, 16 de outubro de 2010

BARREIRAS ACUSTICAS... PARA QUANDO?

A Urbanização Cidade Desportiva fica a poucas dezenas de metros a norte da linha ferroviária de Sintra.

O ruido da intensa circulação ferroviária na linha suburbana de Sintra sempre teve efeitos nefastos na qualidade de vida dos residentes na zona mais próxima da linha ferroviária e esses efeitos agravaram-se com o aumento da circulação decorrente da duplicação do número de vias e consequente acréscimo do número de comboios.

Em razão desta situação a Associação de Moradores endereçou à REFER, em 7 de Maio de 2005, uma carta, solicitando informações sobre a necessária instalação de barreiras acústicas entre a linha de caminho de ferro e a urbanização.

Na sequência de uma insistência realizada pela Associação em 17 de Novembro de 2005 a REFER informou em Março de 2006 o seguinte:

"...é nosso entendimento não ser a REFER responsável pela colocação de quaisquer medidas de redução do ruído gerado pela circulação ferroviária e que o promotor da Urbanização Cidade Desportiva, no quadro da autorização concedida pela Câmara Municipal de Sintra, deverá avaliar os requisitos a que está legalmente obrigado, daí assacar as suas responsabilidades nesta matéria e implementar as medidas de projecto adequadas a obviar as consequências extremamente negativas de promover a construção de habitação junto á linha feroviaária existente".

Perante esta resposta da REFER a Associação dirigiu ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra, em 17 de Abril de 2006, uma carta, acompanhada de cópia da carta da REFER, relatando os antecedentes da questão e solicitando que a Câmara promovesse:
a) as necessárias e adequadas análises técnicas e juridicas com vista a determinanr sobre quem impende a responsabilidade de implementação das medidas de minimização do ruído;
b) as diligências apropriadas para resolução desta situação e logo obviar, como reconhece a REFER, as "consequ~encias extremamente negativas" para a população residente na Urbanização Cidade Desportiva".

NÃO HAVENDO QUALQUER RESPOSTA OU INICIATIVA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SINTRA NO SENTIDO DE ESTE ASSUNTO SER ESCLARECIDO E RESOLVIDO A ASSOCIAÇÃO SOLICITA EM JULHO DE 2008 A INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL E EM FEVEREIRO DE 2009 A INSPECÇÃO-GERAL DO AMBIENTE E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO INFORMA QUE O ASSUNTO FOI ENDEREÇADO Á REFER NO SENTIDO DE ESTA SE PRONUNCIAR SOBRE A RECLAMAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO.

Em Maio de 2009 a Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território dá a conhecer à Associação uma carta da REFER datada de Março desse ano em que esta informa: "... prevemos ficar concluida até ao final do corrente ano a implementação de medidas de redução de ruído que permitirão que o local fique acusticamente protegido da influência do ruído provocado pela circulação ferroviária".

Perante a não realização da obra em causa até ao final de 2009 a Associação dirigiu à REFER , com conhecimento à Inspeção-Geral do Ambiente e do ordenamento do Território, nova carta, em 28 de Fevereiro de 2010, solicitando informação sobre "para quando está programada a intervenção correctora e que tipo de acção irá ser concretizada".

Em Março de 2010 a REFER informa a Associação de que "Apesar do anteriormente exposto e aproveitando a oportunidade do investimento em curso (plano de redução do ruído na linha de Sintra), a REFER solicitou a reformulação do projecto de implementação de barreiras acústicas, actualmente em desenvolvimento, de modo a que contemple a construção de uma barreira, sensivelmente entre o Pk 13,750 e o Pk 14.050, indo ao encontro do solicitado por V.Exª no que diz respeito ao ruído ferroviário".

Em 14 de Julho de 2010 a Associação solicita de novo a intervenção da Inspeção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território no sentido de este assunto ser rapidamente esclarecido e resolvido e em 28 do mesmo mês a Inspeção-Geral atrás identificada solicita à REFER que "... com urgência, seja esta Inspeção-Geral informada sobre as medidas implementadas com vista à redução do ruído no ponto alvo da reclamação, bem como a apresentação do estudo do ruído que, além de confirmar a eficácia das medidas implementadas, possibilite a verificação do cmprimento do Regulamento Geral do Ruído".

MAIS DE CINCO ANOS APÓS A ASSOCIAÇÃO TER INICIADO FORMALMENTE O PROCESSO DE REIVINDICAÇÃO DA INSTALAÇÃO DAS BARREIRAS ACÚSTICAS E APÓS A REFER , NA SEQUÊNCIA DA INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL, TER ANUNCIADO A INTENÇÃO DE REALIZAR A OBRA ATÉ AO FINAL DE 2009 PARECE ESTARMOS NOVAMENTE NUM IMPASSE: A REFER AFIRMA ESTAR A REFORMULAR O PROJECTO, A INSPECÇÃO-GERAL DO AMBIENTE E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO SOLICITA INFORMAÇÕES URGENTES E PASSADO QUASE UM ANO APÓS O FIM DO PRAZO FIXADO PELA PRÓPRIA REFER PARA CONCLUSÃO DA OBRA CONTINUAMOS SEM SABER QUANDO E EM QUE TERMOS A MESMA VAI SER CONCRETIZADA.

SÓ ESPERAMOS QUE A REFER NÃO VENHA NOVAMENTE AFIRMAR QUE NADA TEM A VER COM O ASSUNTO COMO O FEZ EM 2006 E QUE O MINISTÉRIO DO AMBIENTE E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO FAÇA CUMPRIR O REGULAMENTO GERAL DO RUÍDO.